| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Tyrannidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Fluvicolinae |
| Swainson, 1832 | |
| Espécie: | F. nengeta |
A lavadeira-mascarada (Fluvicola nengeta), também conhecida como lavadeira, noivinha, viuvinha (Zona da Mata Mineira), maria-branca, maria-lencinho, bertolinha ou pombinho-das-almas e senhorinha, é uma ave passeriforme sul-americana pertencente a família dos tiranídeos. Em alguns lugares no Nordeste também é conhecida pelo nome de Lavadeira-de-Deus.
Seu nome científico significa: do (latim) fluvius, fluvii = rio; e do (tupy) nheengetá = pássaro sussurrando. ⇒ Pássaro ribeirinho que sussurra.
Mede Entre 14,5 e 15 centímetros de comprimento.
Sua coloração é principalmente branca contrastando com uma estreita faixa transocular preta que termina em uma leve curvatura para baixo logo após região auricular. A testa, coroa e nuca são brancas. O manto apresenta coloração clara levemente castanho-acinzentado. As asas apresentam coloração escura com tons castanho-acinzentado mais escuros que o manto. O uropígio e as penas supra-caudais são brancas. A cauda é preta e apresenta as porção distal com manchas brancas. A garganta, peito, ventre, crisso e infra-caudais são brancos.
O bico é curto fino e preto. Tarsos e pés são pretos. A íris também é preta.
Os jovens da espécie são similares aos adultos e apresentam uma leve comissura labial de coloração amarelo pálido.
Possui duas subespécies:
(Clements checklist, 2014).
(Clements checklist, 2014).
Alimenta-se de pequenos artrópodes que captura na lama das margens de rios, açudes, brejos e pocilgas, de onde raramente se afasta.
Seu ninho é feito de gravetos que são geralmente amontoados em árvores próximas à água. É comum ver estas aves em casais.
A postura normal é de três ovos brancos com manchas marrons. A incubação é de 15 dias e dá origem entre dois e três ninhegos por ninho, o que está de acordo com a literatura. (Skutch 1985, Pacheco & Simon 1995, Luciano et al. 2006). Apenas a fêmea participa da incubação, comportamento comum à família Tyrannidae (Sick, 2001). O macho participa do monitoramento e da defesa do ninho.
O período de reprodução vai de novembro a março podendo produzir até 4 ninhadas. (observação pessoal no Município de Bariri-SP).
O seu habitat é, preferencialmente, junto a rios ou lagoas, podendo ser encontrada em parques e jardins em centros urbanos. Vem frequentemente ao chão, mesmo barrento, em busca de alimento. É ave de espaços abertos.
A distribuição desta ave é curiosa, pois existem duas populações muito distantes, uma no leste brasileiro e outra no noroeste da América do Sul. A população brasileira, antigamente restrita a açudes e rios no Sertão e Agreste da região Nordeste, está em expansão. A Mata Atlântica, que aparentemente representava uma barreira natural para esta espécie, foi perdendo espaço para pastagens e culturas que se assemelham mais ao semi-árido do que à floresta umbrófila, possibilitando assim a expansão desta espécie. Outras explicações envolvem o aumento no número de rios represados na região Sudeste e mudanças climáticas. O fato é que esta simpática ave está sendo registrada cada dia mais ao sul. Na década de 90 foram feitos os primeiros registros da espécie no interior de São Paulo e hoje em dia já são registradas aves se reproduzindo em Santa Catarina.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: